Um estudo realizado com militares na Grã Bretanha acompanhou
mais de 6000 recrutas que realizaram
o CIC (Curso de Combate da Infantaria), buscando identificar as lesões mais frequentes e o ônus que
essas lesões traziam em termos, especialmente, de afastamento dos treinamentos.
Os recrutas inicialmente inscritos que, eventualmente,
desenvolviam dores ou lesões, procuravam
o serviço médico e, quando necessário, realizavam um programa de reabilitação.
Dessa forma, os dados puderam ser obtidos para se verificar quais lesões ou
dores eram desenvolvidas, e por quanto tempo o indivíduo ficava afastado das
atividades.
Durante as 26 semanas de treinamento, cerca de 48% dos
recrutas desenvolveu algum tipo de lesão musculoesquelética, sendo que a canelite medial foi a segunda lesão
mais frequente (5,67% dos recrutas a desenvolveram), ficando atrás apenas da
síndrome da banda íliotibial (6,19% dos recrutas a tiveram).
Porém, a canelite
medial foi a 5a lesão que levou mais tempo, na média, para uma recuperação
e retorno às atividades do recruta, girando em torno de 80 dias,
"perdendo" para fraturas de stress (do fêmur, da tíbia, do calcanhar
e do metatarso).
Ainda assim, a canelite
medial foi a que proporcionou maior número de dias para recuperação (ou
seja, o número de dias somados, de recuperação, de cada recruta que teve a
lesão). Cerca de 19% do total de dias para recuperação (juntando-se todas as
lesões) foi devido à canelite medial.
Entorse de tornozelo ficou logo após, com cerca de 11% dos dias destinados à sua
recuperação.
Destaca-se, dessa forma, a importância de, ao menos entre
militares, buscarem-se formas de tratamento e, principalmente, prevenção efetivas para essa condição.
1. Sharma
J, Greeves JP, Byers M, Bennett AN, Spears IR. Musculoskeletal injuries in
British Army recruits: a prospective study of diagnosis-specific incidence and
rehabilitation times. BMC Musculoskelet Disord. 2015;16:106.
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