sexta-feira, 8 de julho de 2016

Canelite Medial - uma lesão importante entre os militares

Um estudo realizado com militares na Grã Bretanha acompanhou mais de 6000 recrutas que realizaram o CIC (Curso de Combate da Infantaria), buscando identificar as lesões mais frequentes e o ônus que essas lesões traziam em termos, especialmente, de afastamento dos treinamentos.



Os recrutas inicialmente inscritos que, eventualmente, desenvolviam dores ou lesões, procuravam o serviço médico e, quando necessário, realizavam um programa de reabilitação. Dessa forma, os dados puderam ser obtidos para se verificar quais lesões ou dores eram desenvolvidas, e por quanto tempo o indivíduo ficava afastado das atividades.


Durante as 26 semanas de treinamento, cerca de 48% dos recrutas desenvolveu algum tipo de lesão musculoesquelética, sendo que a canelite medial foi a segunda lesão mais frequente (5,67% dos recrutas a desenvolveram), ficando atrás apenas da síndrome da banda íliotibial (6,19% dos recrutas a tiveram).


Porém, a canelite medial foi a 5a lesão que levou mais tempo, na média, para uma recuperação e retorno às atividades do recruta, girando em torno de 80 dias, "perdendo" para fraturas de stress (do fêmur, da tíbia, do calcanhar e do metatarso).


Ainda assim, a canelite medial foi a que proporcionou maior número de dias para recuperação (ou seja, o número de dias somados, de recuperação, de cada recruta que teve a lesão). Cerca de 19% do total de dias para recuperação (juntando-se todas as lesões) foi devido à canelite medial. Entorse de tornozelo ficou logo após, com cerca de 11% dos dias destinados à sua recuperação.


Destaca-se, dessa forma, a importância de, ao menos entre militares, buscarem-se formas de tratamento e, principalmente, prevenção efetivas para essa condição.





1. Sharma J, Greeves JP, Byers M, Bennett AN, Spears IR. Musculoskeletal injuries in British Army recruits: a prospective study of diagnosis-specific incidence and rehabilitation times. BMC Musculoskelet Disord. 2015;16:106.

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