É possível prevenir
a ocorrência de canelite medial?
Um estudo com militares acompanhou dois grupos de
indivíduos, um que realizou um programa preventivo, que incluía, mas não se
restringia, a correção da marcha (caminhada), e outro que não realizou trabalho
preventivo. Todos os participantes foram definidos após terem sido
identificados como tendo alterações
de marcha significativas, que poderiam aumentar o risco de desenvolverem canelite medial. Ou seja, é um perfil
de indivíduos que, supostamente, iriam se beneficiar mais do treino de correção
da marcha.
A correção da marcha
foi realizada com biofeedback, ou seja, os participantes caminhavam por um
trajeto, que incluía uma plataforma de força (é um equipamento biomecânico que
registra as forças - que ocorrem ao pisar sobre ele - e as envia para um
computador, de forma que um avaliador possa analisá-las ou o participante possa
saber como estava andando) e, com base nos dados obtidos e orientações do
avaliador, os participantes alteravam o jeito que caminhavam. Além disso, um
trabalho de exercícios de fortalecimento
e alongamento muscular era parte desse trabalho de prevenção.
Os resultados mostraram que o risco de desenvolver síndrome do stress tibial medial
durante o programa de treinamento (26 semanas) diminui em 75% para os que
realizaram o trabalho preventivo.
Esse estudo sugere, então, que é possível prevenir a
ocorrência de canelite medial em
militares.
1. Sharma
J, Weston M, Batterham AM, Spears IR. Gait retraining and incidence of medial
tibial stress syndrome in army recruits. Med Sci Sports Exerc. 2014
Sep;46(9):1684–92. (PEDRO 4/10 - é um estudo que apresenta diversas limitações
metodológicas)
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